A Tradução Intersemiótica na Turma da Mônica

Elisangela Liberatti Thiago Marquez

Resumo


Quando  se  trata  de  adaptação  para  o  cinema,  é  comum  ouvirmos  que  as  pessoas  lêem  o  livro  para depois assistirem sua adaptação fílmica ou vice-versa. Segundo Jeha (2004, p. 123), “Quem insiste em comparar o filme com o livro não percebe que um e outro pertencem a sistemas semióticos diferentes e, assim, devem ser avaliados segundo critérios específicos a cada mídia”. O termo tradução intersemiótica pode remeter a uma transmutação,  isto  é,  a  uma  interpretação  de  signos  verbais  por  meio  de  um  sistema  de  signos  verbais  e  não-verbais;  por  exemplo,  pode  se  traduzir  um  romance  em  filme  ou  uma  fábula  em  balé.  Neste  artigo,  a  tradução intersemiótica  consiste  em  uma  obra  literária  adaptada  para  filme.  Este  trabalho  pretende  analisar  a  tradução intersemiótica especificamente da cena do balcão da obra literária “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, e sua adaptação para um filme encenado pela “Turma da Mônica”, de Maurício de Souza, em 1979. Como aporte teórico para explicitar tal adaptação, usaremos a semiótica textual de Greimas (1979), segundo a perspectiva de Pietroforte (2007) e Fiorin (2009).

Palavras-chave


Tradução Intersemiótica, Romeu e Julieta, Turma da Mônica.

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.