Educação Geográfica e Ambiental numa Perspectiva Inclusiva: Da Sala de Aula ao Trabalho de Campo

Gabriela Alexandre Custódio, Ruth Emilia Nogueira

Resumo


Este artigo traz os resultados e algumas considerações sobre um projeto de pesquisa desenvolvido na perspectiva de implementação de uma Educação Geográfica Inclusiva, por intermédio da Educação Ambiental. O projeto foi aplicado em uma turma onde estudavam dois alunos com deficiência visual, do primeiro ano do Ensino Médio, em uma escola estadual de ensino regular do município de Florianópolis, em Santa Catarina. Para tanto, foi elaborada uma proposta que pretendeu abordar as questões ambientais de Florianópolis sob a ótica da globalização, assunto que estava sendo trabalhado com a turma na disciplina de Geografia. A metodologia de trabalho se sustentou na realização de aulas expositiva, com a utilização de materiais didáticos como mapas, mapas táteis e maquetes, contendo informações sobre a temática proposta e na realização de um trabalho de campo. Dessa forma, almejava-se que todos os alunos da turma tivessem a oportunidade de construir um saber geográfico com referências no conhecimento cotidiano, a partir da análise dos ambientes e dos locais de vivência de cada um. Para discutir sobre a situação ambiental da cidade de Florianópolis frente à globalização, a proposta foi dividida em dois momentos: um em sala de aula, com a realização de quatro encontros, e o outro em uma trilha ecológica acessível, que ocorreu após as atividades desenvolvidas em sala.  A trilha ecológica está localizada dentro do Sapiens Parque, possui extensão de 1.200 metros e está implantada ao longo do rio do Brás, distante aproximadamente 35km da escola. Entre os principais resultados alcançados, foi possível observar que as práticas desenvolvidas na proposta de Educação Ambiental possibilitaram aos alunos da classe, em especial aos alunos com deficiência visual, vivenciarem novas possibilidades de aprendizado no meio em que vivem, tornando-os conscientes e capazes de se reconhecerem como agentes ativos no processo de construção do próprio conhecimento.


Palavras-chave


Educação Geográfica; Educação Ambiental; Inclusão.

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Pesquisar - Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, ISSN 2359-1870

v. 2, n. 1, nov. 2017